Crítica: Logan


A minha expectativa para o filme já era grande e quando foi anunciado que seria o último longa de Hugh Jackman no papel principal, ela aumentou muito. E junto com essa expectativa uma sensação de vazio já tomava meu coração, antes mesmo da estreia. Independente da qualidade dos outros filmes da franquia, ou da cronologia confusa dos X-Men, Hugh Jackman incorporou de tal maneira o personagem, que ele fez com que Logan "se tornasse uma pessoa real". E pensar que não o veremos mais no papel, me deixa triste.
Os Quadrinhos

Não sou totalmente adepta que um filme tenha que ser idêntico ao livro ou ao quadrinho. São universos diferentes, e por isso, a maneira de contar a história é diferente mas algumas coisas precisam ser respeitadas.

No filme, vemos muito do quadrinho O Velho Logan (Old Man Logan) que se passa em um universo distópico alternativo da Marvel onde os X-Men não existem mais e há poucos mutantes ainda vivos, e o Wolverine leva o fardo de ter sido o responsável por essa extinção da equipe (ou não). Logan está velho, cansado, seu poder de cura já não funciona mais como antes e agora ele tem uma família para cuidar. Porém, tudo isso muda num piscar de olhos.


Para quem não acompanha as histórias em quadrinhos pode parecer tudo meio confuso (e é), mas o que podemos retirar desse arco é o Logan que vemos na tela, tanto física, quanto psicologicamente e a introdução da Laura (X-23) que foi muito bem feita.
Laura teve suas primeiras aparições nos desenhos animados do Wolverine, e após isso foi levada para os quadrinhos. Atualmente ela que carrega o manto azul e amarelo do protagonista, já que o Wolverine clássico que conhecemos...Vou deixar vocês descobrirem!

O Filme


Estamos em 2029, e os X-Men não existem mais, os que ainda restam são o próprio Logan e o Professor Charles Xavier (Patrick Stewart). O protagonista carrega o peso da idade, e isso é mostrado na ótima atuação de Jackman e na caracterização do personagem. O uso de óculos para leitura foi algo tão simples, mas ao mesmo tempo tão significativo. Estando esse detalhe no roteiro ou não, foi uma boa ideia.

Seu poder de cura não é mais o mesmo, assim como sua saúde que está debilitada, todo vigor foi deixado no passado. Atualmente Logan quer ser mais James, uma pessoa comum e apenas “sobreviver”. Um dos motivos para ele continuar seu caminho é seu mentor e amigo, que necessita de cuidados. Com a ajuda do mutante Caliban (Stephen Merchant), eles cuidam de um nonagenário Xavier que precisa de medicamentos para evitar convulsões e manter a sanidade.

Em um dia de trabalho normal, Logan é encontrado por Gabriela (Elizabeth Rodriguez) que implora por sua ajuda, mas ele nega e segue seu caminho. Após esse contato, surge Donald Pierce (Boyd Holbrook) que começa a fazer perguntas sobre Gabriela, mesmo Logan não sabendo de nada e não tendo interesse algum, Pierce deixa claro que continuará seguindo as pegadas dele. Um segundo encontro com Gabriela acontece e então Logan conhece Laura. E é a partir desse momento que a magia acontece.

O roteiro não é algo inovador ou inédito, já vimos histórias parecidas por aí. Mas o grande diferencial foi a execução, James Mangold (de Wolverine: Imortal e Os Indomáveis) dirige o filme de maneira incrível. Ele alterna momentos de calmaria com momentos de ação desenfreada que não deixa o filme chato ou pesado demais.


A apresentação de Laura/X-23 (Dafne Keen) foi feita de maneira suave, não jogou nada garganta á baixo. Ela foi tomando seu espaço aos poucos e crescendo no decorrer do filme. A interação entre Logan, Xavier e Laura cresce na medida do filme e parece que estamos fazendo parte de tudo aquilo, que estamos ao lado deles.

Patrick Stewart está novamente muito bem como Professor Xavier, ele faz a ponte entre Logan e Laura de uma maneira tão doce que é impossível não se lembrar de um avô ou tio muito querido, sem contar os momentos que ele arranca algumas risadas do público ao contrariar o ranzinza Logan ou fazer com que ele mude de ideia. Dafne Keen foi uma escolha maravilhosa, apesar de poucas falas ela tem uma atuação gigante e sua linguagem corporal é incrível. São caras, bocas e gestos que nos fazem lembrar do bom e velho Wolverine. Impossível não amar essa garota.

As emoções alternam durante o filme, vamos desde a empolgação, passando pela apreensão e tristeza. Em vários momentos ciscos caem em nossos olhos durante a sessão e é impossível controlar as lágrimas. As cenas de ação e lutas foram muito bem ensaiadas e executadas e várias delas parecem que foram tiradas das páginas dos quadrinhos. Um presente para qualquer fã! No entanto, vale ressaltar a censura de dezesseis anos. Há cenas muito violentas, e é bom saber disso antes de assistir!


O diretor coloca algumas referências que faz com que o fã se lembre de alguns momentos da história do Wolverine e a inserção de clássicos do cinema que ajuda no desenvolvimento de Laura, que apesar de ser considerada uma arma, não passa de uma inocente criança.

Veredito

É o encerramento digno e honesto de uma franquia. Sem nada de mirabolante, sendo sincero e emocionante. Atinge todo o público, desde o fã de quadrinhos até aquele que assistiu apenas aos filmes. Logan é um filme para ser guardado na "estante" e ser revisto sempre que possível. Amizade, amor e família são as lições que essa obra-prima nos ensina. #SaudadesLogan </3



2 comentários:

  1. Tô muito em dúvida entre assistir ou não. Alguns amigos falaram que recomendam, já outros falaram que é super ruim! E agora... como lidar? HAHAHAHA
    Adorei o post ;o)

    Seu blog é uma fofura, viu? Sucesso!

    * Tem POST NOVO lá no Blog. Já conferiu?
    www.poderosaderosa.com.br
    Beijo, beijo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Ana, obrigada lindona!! Assista sim, eu adorei o filme! Super recomendo! Vou conferir o post! <3 Sucesso!

      Excluir

© Fala, Mich! - 2018 | Todos os direitos reservados.
Desenvolvimento por: MS Webdesign
imagem-logo