Crítica: Animais Fantásticos e Onde Habitam


Após 5 anos do término de Harry Potter nos cinemas, somos reintroduzidos neste universo em Animais Fantásticos e Onde Habitam. A história é um prelúdio e se passa em Nova York na década de 20, onde seguimos um bruxo chamado Newt Scamander (Eddie Redmayne).

A história consegue misturar múltiplas tramas, acompanhamos a chegada de Scamander a Big Apple, um excepcional magizoologista (bruxo que estuda criaturas mágicas) e com pouco jeito para interação social. Ele traz consigo uma maleta mágica contendo inúmeras criaturas que ele vem cuidando e estudando ao longo do tempo.

As coisas começam a fugir do controle quando ele acaba trocando sua maleta com a de Jacob (Dan Fogler), um trouxa (humano não mágico) que desconhece completamente a existência da magia. Isso acarreta na fuga de diversas criaturas e a partir deste ponto temos um jogo de gato e rato para recapturá-las.


Mas, as coisas não são simples para Jacob, que passa a ser seguido de perto pela auror (bruxo que funciona como espécie de polícia do mundo mágico) Porpentina Goldstein (Katherine Waterston), já que a presença destes animais transportados por Scamander é proibida em Nova York.

Como plano de fundo temos o bruxo Gerardo Grindewald, o qual preza pela superioridade dos bruxos em detrimento do trouxas, ganhando cada vez mais força tentando ganhar adeptos a sua causa. E, vemos que no lado dos trouxas alguns poucos humanos parecem estar cientes da existência da magia, destacando-se um grupo, nem um pouco levado a sério, propondo a caça destes seres.

Vemos também que há ainda, principalmente nos Estados Unidos, uma separação bem clara entre os dois mundos, com preocupação constante em manter tudo em segredo. Isso é bem evidenciado num alerta constante que vemos entre os bruxos sobre o risco de exposição do mundo mágico entre os trouxas.


Eddie Redmayne consegue compor um protagonista carismático e capaz de criar rápida identificação com o público, o que torna o filme interessante desde o início. Colin Farrell faz bem seu papel como nosso misterioso antagonista, Percival Graves, um auror que mostra certa simpatia pelas ideias de Grindewald.

Ezra Miller e Samantha Morton têm atuações marcantes como o jovem Credence e a fanática Mary Lou, mas é um pouco mais difícil falar a fundo de seus personagens sem entregar algum spoiler.

Interessante também ressaltar as marcantes presenças das atrizes Katherine Waterston (Popertina Goldstein) e Alison Sudol (Quennie Goldestein), que ao lado de Dan Fogler (Jacob) compõem o núcleo central do filme.


Impressiona como filme consegue usar o livro Animais Fantásticos e Onde Habitam (no universo de Harry Potter é uma obra escrita por Newt Scamander, catalogando e explicando sobre diversas criaturas mágicas) e usá-lo de forma inventiva, deixando alguns dos melhores momentos do longa destinados a descobrirmos, ao lado de Jacob, sobre vários destes animais.

Outro ponto importante é que o longa consegue bater na tecla do preconceito ao trazer um personagem trouxa e dessa forma ressaltar a relação entre estes e os bruxos.

Enfim, este é um longa recheado de méritos e definitivamente recomendado para fãs de Harry Potter. Mas, como nem tudo é perfeito, certas efeitos especiais podem tirar um pouco da imersão (mesmo que na maior parte do tempo sejam muito bem feitos) e o ato final é mais corrido, destoando um pouco do restante do filme. De qualquer forma, são coisas irrelevantes e nada que afete significativamente o resultado final.




Ah, eu também acabei encontrando um animal fantástico na ida ao cinema! haha :p



6 comentários:

  1. Mdsss tá todo mundo falando disso! To com MT vontade de ir assistir

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    1. Assista Nubia, o filme está incrível!!!

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  2. Vou hoje assistir, eu queria muito ter visto na estreia porque sou total potterherd mas é a vida, hoje eu vou

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    1. Me conta o que achou depois!? Eu achei fantástico! <3

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  3. Parabéns pela resenha, ficou ótima... Me deu até vontade de ver o filme rsrs

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